P: Qual o objetivo do Projeto Baía Azul?
R: O Projeto Baía Azul iniciou-se com alguns objetivos, como: despoluição das praias de Salvador e da Baía de Todos os Santos, restabelecendo a condição própria para banho nas praias de Stella Maris até a Ribeira; aumento da malha coletora de esgoto; e aumento da capacidade de tratamento do esgoto.
P: Em que etapas consistia o Projeto?
R: O projeto consistia em diversas ações, sendo algumas das principais: identificação e desligamento das ligações clandestinas de esgoto, que despejavam esgoto sem tratamento nas praias da orla e BTS; ampliação da ECP do Rio Vermelho; aumento do número de ligações de coleta de esgoto, aumentando consideravelmente a população atendida com rede de esgoto; construção de uma segunda ECP, em Jaguaribe, para onde este esgoto coletado seria enviado; e construção de mais um emissário submarino para lançamento do esgoto tratado no mar.
P: O que é uma ECP? E um emissário submarino?
R: Uma ECP, ou Estação de Condicionamento Prévio, é uma estação de tratamento primário do esgoto, que remove grandes dejetos (como garrafas, copos, palitos, etc), areia, sólidos em suspensão. Trata-se de um tratamento físico. Um emissário submarino é uma tubulação que possui na sua extremidade uma estrutura dispersora, e sua função é coletar o esgoto que sai da ECP e conduzi-lo até o mar.
P: As etapas de tratamento utilizadas na ECP do Rio Vermelho e de Jaguaribe são suficientes para uma total limpeza do esgoto?
R: A ECP é uma estação de Condicionamento Prévio, e sua função é somente remover a parte sólida do esgoto, como areia, lodo e outros dejetos. Para um completo tratamento do esgoto seria necessário acrescentar uma etapa de tratamento secundário, para remoção de matéria orgânica, e ainda uma etapa de inertização dos organismos patógenos, antes do lançamento no mar.
P: Quais são os impactos ambientais na área de despejo desses emissários submarinos?
R: Como o esgoto não recebe a etapa de tratamento secundário, é lançado no mar ainda com uma carga muito grande de matéria orgânica, que se deposita na região ao redor da saída do emissário. Parte dessa matéria orgânica é ainda levada pelas correntes marítmas e lançada nas praias próximas, e no caso do emissário do Rio Vermelho, chegando a entrar na Baía de Todos os Santos. Essa matéria orgânica pode causar mal cheiro e espuma amarela nas praias circunvizinhas, tornando-as impróprias para banho.
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